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Feira do Livro começa com Diego Figueiredo e convidados

18 FEV 2019
18 de Fevereiro de 2019

A 6ª edição da Feira do Livro de Franca começa nesta quarta-feira (26) repetindo o propósito estabelecido nos últimos anos: a união entre música e literatura percorrerá os cinco dias de festa, com espaço reservado pra shows musicais ao longo de todas as noites de evento.

Pela segunda vez consecutiva, o violonista francano Diego Figueiredo foi contratado pela Prefeitura de Franca para agir como um anfitrião da feira: ele convida ao palco nomes como Dinho Ouro Preto, Toquinho, Roberto Menescal, Zeca Baleiro e a banda Beatbrothers, cover dos Beatles de Franca. 

Antes de cada apresentação, espaço para palestras com escritores renomados, como Ignácio de Loyola Brandão, que vem à cidade com o lançamento de seu mais recente romance, "Desta terra nada vai sobrar, a não ser o vento que sopra sobre ela". 

Para Figueiredo, os shows são uma forma de atrair o grande público para propagar a literatura na cidade. "Toquinho, por exemplo, é um dos convidados e tem uma ligação profunda com a literatura", destaca.

O músico conversou com o Diário Verdade sobre a oportunidade de comandar o palco principal, na Praça Nossa Senhora Conceição, até domingo (30), sobre suas afinidades com a combinação de musicistas, cantores e compositores de outros estilos e os próximos projetos previstos para este ano.

'A fomentação da cultura é sempre bemvinda' 

Diário Verdade – Esse é o segundo ano em que você se apresenta como o "anfitrião" do palco principal da Feira do Livro. Como as apresentações musicais dialogam com o propósito da feira, que é promover a literatura na cidade?

Diego Figueiredo – É sempre um grande prazer poder me apresentar em minha cidade, Franca. Poder fazer estes espetáculos de forma gratuita para a população é de extrema importância para a cultura e difusão da música e do violão brasileiro como instrumento de socialização e desenvolvimento humano. Os shows dentro da feira têm como objetivo atrair o grande público ajudando assim a propagação e difusão da literatura. Toquinho, por exemplo, é um dos convidados e tem uma ligação profunda com literatura. Trabalhei muitos anos com Belchior, que foi um compositor/ poeta único, onde suas letras foram analisadas e estudadas por grandes nomes da lingua portuguesa como por exemplo o professor Pasquale. Vejo portanto uma profunda conexão entre a música e literatura.

DV – O que o público pode esperar de novidades para os shows deste ano?

Diego – Cada show será distinto. Teremos muitas surpresas durante os espetáculos.

DV – O que há de mais interessante nessa troca musical com outros artistas?

Diego – A música é uma linguagem universal. Fazer união de artistas distintos é muito interessante. Eu adoro juntar músicos instrumentistas com cantores e compositores de diversos gêneros. Isso nos dá liberdade de improvisação, o que gosto muito.

DV – A Música Popular Brasileira ganhou bastante espaço nesta edição da feira. Como vê a relação do público francano com artistas escalados para apresentar com você?

Diego – São artistas de grande expressão e popularidade, cada um com seu estilo. Esse ano comemoramos 60 anos da Bossa Nova, e são muito bem vindas as participações de Toquinho e Menescal dentro desse contexto. Também Dinho e Zeca, são grandes artistas que tem um vasto público de todas as faixas etárias.

DV – No sábado, o cantor Diogo Nogueira se apresenta no Sesi com alta expectativa de público. Há receio de divisão de público entre o evento no Sesi e a sua apresentação com Zeca Baleiro?

Diego – Isso é muito bom para a cidade, ter opções, grandes shows, diversidade. Franca é uma grande cidade com quase 400 mil habitantes e tem público para tudo. Essa fomentação de cultura é sempre bem-vinda.

DV – O show de domingo contará com a participação dos Beatbrothers, cover francano dos Beatles. Como é sua interação com artistas da cidade e como avalia esse espaço para apresentações de bandas e músicos locais?

Diego – É uma banda muito bacana, natural de Franca, que faz um cover excelente dos Beatles. Acho muito legal poder ter um grupo da cidade (Pratas da Casa) se apresentando dentro da feira. A Prefeitura, Secretaria (de Esporte, Arte, Cultura e Lazer) e Feac sempre deram apoio a isso também, o que é muito bom, e minha interação com eles será compartilhando algumas canções e posteriormente eles farão uma bela apresentação.

DV – Entre junho e agosto deste ano você esteve em turnê pelos Estados Unidos. Pretende retomar a vida na estrada nos próximos meses? Quais são seus próximos projetos?

Diego – Minha agenda é tomada de shows no exterior. Faço em média 70 shows por ano nos EUA (Estados Unidos da América), e logo após a feira já viajo para os EUA onde tenho uma nova turnê em outubro. Estou lançando 3 CDs esse ano, no Brasil, EUA e Dinamarca.

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